Isto hoje está ser mais difícil...É como que, a cada dia que passa o sinto mais longe de mim.
Não lhe mandei qualquer tipo de mensagem (via telemóvel ou email) porque achei que, como ele me disse que precisava de pensar bem, não quis estar a invadir o espaço dele.
Estes dias estive de cama, e ontem, que foi o pior (porque nos outros ainda consegui sair de casa), não consegui levar o gato da irmã ao veterinário. A minha esperança era de conseguir ir espreitar o quarto dele e ver se as minhas coisas estavam no seu devido lugar, prontas a serem utilizadas e não arrumadas num saco qualquer. Ia à procura de um pouco de esperança...
Tenho o coração apertado. Já não me doi o corpo, doi-me apenas o peito.
Já sofri mais que o suficiente por ele da primeira vez. Durante o ano e meio em que ele esteve desaparecido da minha vida não consegui recuperar, mas estava a fazer um esforço para isso. Depois ele voltou a aparecer. E voltámos a ficar juntos. E estava tudo a correr bem, apesar de ambos sabermos que não ia ser nada fácil.
Eu não tenho dúvidas de que quero ficar a seu lado, que as dificuldades são postas para serem ultrapassadas. Tenho vontade, fé, coragem para lutar pela relação e fazê-la crescer. Estes dias no limbo fizeram-me ponderar uma série de coisas que creio ser fundamentais e que estamos a fazer de errado. Eu quero muito que funcione e estou disposta a isso. Será que ele está?
Esta espera é demais. Nunca mais chega sábado, ou domingo (que nem sei a que horas é suposto ele chegar no sábado e se está com vontade de me ver logo a seguir).
Tenho controlado bastante o impulso de lhe mandar uma pequena mensagem, mas lá está... não quero invadir o ser espaço e tempo de reflexão.
Tinha tanta certeza de que ontem ele iria dar-me noticias... Mas tanta tanta certeza!
E custou-me tanto ver que não, que não tinha nada dele.
Estou triste e o dia hoje vai custar-me a passar...





