segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Máscara

Às vezes sinto-me uma fraude.

Sinto que não sou aquilo que sou, que me escondo por detrás de uma máscara. Sou o que acho que os outros querem que seja. Sou para os outros e não para mim. Daí muitas vezes o sentimento de frustração por ter desiludido alguém. Até porque, por muito que se tente é impossivel manter uma máscara intacta durante muito tempo, há sempre forma de ela escorregar. Torna-se cansativo, mas ao transportar uma máscara durante tanto tempo, ela entranha-se em nós e às tantas já nem sabemos o que é nosso e o que é fantasioso.

Já há alguns meses que declarei guerra comigo própria numa tentativa de me mudar e de me melhorar como pessoa, amiga, filha, mulher, profissional. Quero ser diferente, quero ser outra. Por isso vou tentar, não sei como, nem sei como se dará a mudança, mas tenho de acreditar que ela se dará.

Mas também me ponho a pensar. E se eu não estiver a transportar assim uma máscara tão pesada? É certo que não a uso para quem me é mais próximo. Aqueles amigos assim do peito, daqueles que estão lá para tudo. Será que também estou a usá-la? Ou consigo ser apenas eu?

A única coisa que sei é que tentar ser quem sou e tentar ser outro só me tem trazido dissabores. Ruindades. Às tantas esta máscara é nada mais que uma maneira de preencher o vazio de não saber quem sou. Dou por mim perdida, porque realmente não faço a mais pequena ideia. Uns dias quero fazer isto, outros aquilo. Uns dias penso que estou bem assim, outros sei que não dá. Acho que o inconformismo permanente é inerente à condição humana, mas de certo que seria bem mais agradável sentir que finalmente há um equilibrio no meu modo de pensar, de agir e viver. É que parece que não, mas este corropio de personalidade, ou melhor, corropio de sentimentos prejudicam-me as relações humanas, sejam elas de que tipo for. A dor de saber que não correspondo é grande, humilhante e desgasta-me.

Já há alguns meses que entrei em guerra comigo própria e, surpresa das surpresas, perco cada batalha a que me proponho, Falta de vontade, falta de força, falta de convicção? Parece um discurso de desiquilibrado mental, provavelmente é o que sou afinal. Uma desiquilibrada mental. Mas ainda mantenho a esperança de que encontrarei o meu lugar no mundo em que vivo e da realidade que me rodeia. Se não, para quê levantar-me todas as manhãs?

Os meses que se aproximam prometem ser diferentes, exigentes. O mestrado, a responsabilidade de me mostrar como aluna para os que apostaram em mim como merecedora da bolsa de investigação. Vou certamente estar de mente ocupada e não terei tempo para continuar a pensar nas parvoices que penso constantemte. Ou se calhar nem são assim tão patetas, estes pensamentes. Who knows? Who cares?

Sinto uma necessidade enorme de me sentir realmente bem, satisfeita, realizada. Falta-me qualquer coisa, só que ainda não descobri o quê. E por isso resolvi que este ano vou fazer coisas. Vou fazer para mim. Egoista? Não sei. Mas acho que tenho de o ser um pouco que seja. Para que não chegue ao final da minha vida, questionando os se's e arrependida de não ter feito mais por mim...

weekend

Os fins de semana são do pior!
Só jantares e petiscadas e tentações acima de tentações...
Escusado será dizer que o top da fraqueza me pertenceu! De modo que nem me pesei esta semana!!! (malditos restaurantes buffet!!!)
Mas compensou pelos programitas!
Irish music e Quinta da Regaleira. Foi sem dúvida um fim de semana diferente!
Excelente! Excelente!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Reconciliações

Parece que ela se entendeu com ele.
Ele arrependeu-se no minuto a seguir.
Está disposto a emendar-se e a esforçar-se pela relação. Vão falar sobre o que aconteceu e o que precisam de trabalhar.
E apesar de eu saber que ela está nas suas sete quintas da felicidade, eu estou aqui com o coração apertadinho. E se volta ao mesmo? As lágrimas que ela voltará a derramar? Mas com o dobro do sofrimento?
Ela diz que ele voltou ao que era. Eu sei de antemão que as coisas nunca mais vão ser as mesmas. Mas ela não me quis ouvir. E tenho medo que ela se desiluda novamente. Sei que não me devia meter e não me meto. Mas tenho uma vontade enorme de lhe dizer para ela ter cuidado. Que a confiança, uma vez abalada, dificilmente é reconstituida, ou melhor, que vai ser um processo longo. Ela não quer saber e eu percebo. Eu também não quis saber. O depois e o definitivo é que me custou muito mais. Espero que para ela seja o contrário. Não, para ela vai ser mesmo o oposto. Vai tudo correr bem e vou ser "tia" em breve! Vai ser isso mesmo. Vai ter de ser....

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Já não acredito no amor...

Já não acreditava muito. A verdade é que a vida não me tem presenteado com bons exemplares no campo. Tive algumas desilusões. Mas ver a minha melhor amiga, que é modelo perfeito para mim em tudo, com um amor daqueles fazia-me acreditar que a minha vez também iria chegar...
Eles estavam juntos à mais de 5 anos. Tinham a vida planeada e uma casa para construir.
Ontem tinha em frente uma amiga destruida, vazia, de rastos, em pânico, perdida... Reconheço o sentimento e sei o que custa a passar. Foi como uma facada nas costas. Ninguém esperava um desfecho daqueles, apesar de estar a reconhecer todos aqueles "sintomas" pelos quais já tinha passado. Foi como rever um filme e não poder dizer nada à protagonista por não saber se o desfecho no filme dela iria ser igual ao do meu. Não queria cortar-lhe a esperança, ou não queria ser negativista, mas se calhar era o que devia ter feito, não sei.
Corta-se-me o coração vê-la a sofrer assim, saber que ela está tão mal. Instinto maternal ou não, queria apenas protegê-la e tirar-lhe toda aquela dor. Não sei o que poderei eu fazer para que ela cure rápido. Pior é saber que ela está a pensar que a culpa é dela, que o problema está nela. Quando sei que assim não é. Que o mais provável é ele ter encontrado outra pessoa que o deixou com dúvidas e nem se deu ao trabalho de lutar por uma relação de 5 anos e meio e uma vida que planeavam em comum. Bom... pois agora pode experimentar outras saias. Mas sei que ela, a minha Mana de coração, vai demorar a sarar.
Só espero que ela não fique como eu estou agora, uma "pedra de gelo" (mais concretamente a rainha do gelo como me chamaram recentemente). Espero que ela saiba a pessoa maravilhosa que é e que este periodo negro saia rápido da sua vida. Mesmo rápido...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Quando deixar de gritar contigo..."


"... é porque já não quero saber mais de ti."

É tão dificil lembrar disso...
Seja numa relação amorosa, seja na relação pai e filho ou numa de aluno professor.
Se me chateio, se estrebucho, se grito, se me zango com alguém, é porque me preocupo.
Se não me fizesse diferença. Virava costas e pronto...
(e eu nem falei sequer. Por isso não me fazia qualquer mossa...)

Heartless?


Sinto-me sem coração...

Não sinto de todo. Já nem sei o que sou. Conhecia-me como uma lamechas do pior. De lágrima fácil. E agora não sinto nada. Absolutamente nada. Nada me incomoda. Nada me faz "comichão". Não gosto de não sentir. Parece que estou morta. Gosto do coração apertado, do nervoso miudinho. Da ânsia. E não tem a haver só com amor, ou paixão. Gosto de sentir noutras ocasiões. Mas nos últimos tempos não sinto nada. Como se uma peça se tivesse estragado em mim.

Falta-me qualquer coisa...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Elogios




Fazem tão bem ao ego.
Saber que afinal até gostaram do nosso trabalho e que querem que o continuemos mais um ano lectivo sabe bem... mesmo bem!



To do List

Esta semana quero comprar um bilhete de avião para Dublin. (já ando a dizer isto à três)
Esta semana tenho de ir aos Alentejos ver o senhor manuscrito futuro tema da minha tese.
Tenho de ir mudar a terra às minhas mais recentes aquisições miniaturais (aka bonsais).
Arrumar as prateleiras e afins para me organizar para o inicio do mestrado.
Ver do ginasio novo que abriu aqui pertinho de casa.
E mais umas quantas coisas.
No entanto hoje, ainda não fiz NADA!

Shame on me!

Vou ali tratar da roupa e depois logo se vê.

Momento pessoal

Com o término de uma mesmo curta relação, ficou-me nas mãos um presente para lhe oferecer no seu aniversário.
Após pensar e ouvir opiniões.

Vou usufruir da mesma. Na companhia de mim mesma.
Um espaço com decoração marroquina, que aposto que me vai inspirar num momento de reflexão e instrospecção. Assim como um retiro espiritual!
Será?
Ainda falta um mês e meio para a data que reservei. Mas vão ser três dias para me descobrir um pouco mais!

domingo, 5 de setembro de 2010

Ronha...

Por hoje ja chega disto!